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Plano Nacional de Logística prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos.

13 de agosto de 2026

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entrou em vigor nesta quarta-feira (12), com a finalidade de orientar o planejamento da infraestrutura de transportes brasileira até 2050. O documento servirá como base para investimentos públicos e privados em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

Elaborado dentro do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o PNL foi desenvolvido a partir da análise dos principais problemas da logística nacional. O plano prevê R$ 1,225 trilhão em investimentos até 2050. Desse total, R$ 734,4 bilhões deverão ser provenientes da iniciativa privada, enquanto R$ 490,5 bilhões serão destinados pelo setor público.

Os investimentos serão voltados à manutenção de corredores importantes, ao aumento da capacidade das estruturas existentes e à construção de novos empreendimentos. O documento também estabeleceu 112 objetivos prioritários para solucionar problemas atuais, atender às necessidades futuras e estimular o desenvolvimento regional.

Para alcançar essas metas, foram definidos 31 eixos prioritários de transporte, sendo 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais. Entre as medidas previstas estão a ampliação de corredores ferroviários e rodoviários, o fortalecimento das hidrovias e a expansão da infraestrutura dos portos.

Mudanças

Durante o lançamento do PNL, em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o plano representa uma mudança na forma de pensar os investimentos em infraestrutura. Segundo ele, a proposta é definir primeiro os objetivos para o país e os principais problemas a serem enfrentados, para só depois escolher quais obras e investimentos são necessários.

O ministro também destacou que essa transformação representa uma mudança de cultura no planejamento brasileiro. Para ele, a expectativa é que esse novo modelo seja mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos.

Cabotagem

Uma das novidades do PNL 2050 é a inclusão da cabotagem, modalidade de navegação realizada entre portos do mesmo país. Santoro ressaltou a importância de ampliar a atenção a esse tipo de transporte e afirmou que o Brasil ainda precisa avançar na utilização do transporte aéreo de cargas.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, também destacou os avanços obtidos na infraestrutura brasileira, especialmente com a participação do setor privado. De acordo com ele, os investimentos contribuíram para ampliar a capacidade e melhorar a eficiência dos portos e aeroportos.

Integração entre os modais

Um dos principais desafios apontados pelo PNL é integrar os diferentes meios de transporte. Para o ministro Tomé Franca, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos precisam funcionar de maneira conectada, já que um depende do outro para garantir um sistema logístico eficiente.

Nesse contexto, o transporte ferroviário aparece como uma alternativa importante para reduzir a dependência das rodovias no escoamento da produção. O planejamento também considera os portos como pontos fundamentais para a conexão entre os diferentes modais.

O presidente da Infra, Jorge Bastos, afirmou que o plano precisa ter credibilidade e continuidade, independentemente das mudanças de governo. Segundo ele, essa foi uma das preocupações durante a elaboração do documento.

Desafios

Entre os principais problemas identificados estão a grande dependência do transporte rodoviário, responsável por 54% da movimentação de cargas, a utilização ainda limitada de ferrovias e hidrovias, as dificuldades para transportar a produção e os problemas de abastecimento em áreas mais distantes.

Como resposta, o PNL 2050 busca ampliar a intermodalidade e melhorar a conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. A expectativa é diminuir os custos de transporte, aumentar a competitividade das exportações, melhorar o abastecimento interno e facilitar a integração entre diferentes regiões do país.

O plano também prevê ações para reduzir desigualdades regionais, dando atenção especial às regiões Norte e Nordeste. Além disso, incorpora questões ambientais, como a adaptação às mudanças climáticas, a redução de emissões e a preservação da biodiversidade.

Fonte: https://setcesp.org.br/noticias/