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Alta do combustível e safra agrícola impulsionam aumento no valor do frete.
O aumento recente no valor do frete rodoviário no Brasil tem chamado a atenção e deve continuar pressionando custos nos próximos meses. Em março, os preços subiram cerca de 5%, segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP), após um início de ano mais estável.
Esse movimento é resultado de uma combinação de fatores importantes. De um lado, o diesel ficou mais caro — registrando alta de 13,9% no mês, conforme dados do IBGE — o que impacta diretamente o custo do transporte. Apesar de medidas do governo, como a redução de tributos, ajudarem a aliviar parte dessa pressão, o repasse para o frete ainda acontece de forma gradual, mantendo certa defasagem nos valores cobrados pelos caminhoneiros.
Outro ponto relevante é o avanço da safra agrícola, que aumenta significativamente a demanda por transporte, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Com mais cargas disponíveis e uma oferta limitada de caminhões e motoristas, os preços tendem a subir.
O agronegócio, inclusive, tem sido o principal responsável pela alta do frete, seguido pelos setores industrial e da construção civil. Além disso, problemas estruturais, como a deficiência da malha rodoviária e gargalos logísticos, continuam afetando o desempenho do setor como um todo.
A escassez de motoristas também agrava o cenário, já que há mais cargas do que profissionais disponíveis no mercado — um desequilíbrio que pressiona ainda mais os preços.
Diante desse contexto, a expectativa é de que o frete permaneça em níveis elevados no curto prazo. A volatilidade do petróleo no cenário internacional e os desafios internos da logística brasileira indicam que não há sinais de queda significativa nos preços tão cedo, especialmente com o agronegócio mantendo forte demanda por transporte.
Fonte: https://setcesp.org.br/noticias/



